
Sabemos que o envelhecimento é um processo natural da vida que traz consigo uma série de desafios emocionais.
À medida que envelhecemos, enfrentamos mudanças físicas, cognitivas e sociais que podem impactar significativamente nossa saúde mental e emocional.
Com o intuito de instruir, conscientizar e orientar sobre esse estágio da vida, neste conteúdo, listamos esses desafios e as estratégias para enfrentá-los de maneira positiva e saudável.
Dependência de ajuda, o mais comum:
Após uma vida inteira de independência, é comum que o fato de depender de terceiros possa afetar significativamente nossa saúde mental e emocional.
Precisar de ajuda para realizar tarefas cotidianas ou para realizar atividades que antes eram apreciadas pode desencadear emoções negativas como: tristeza, raiva, ressentimento e ciúme.
A situação se torna especialmente difícil quando a pessoa precisa abrir mão de sua casa e se mudar para a casa de um dos filhos ou para uma instituição de cuidados para idosos, por exemplo.
Uma maneira eficaz de apoiar a saúde mental do idoso é ajudá-lo a manter o máximo de sua independência pelo maior tempo possível.
Em vez de uma instituição de cuidados, a assistência domiciliar pode ser uma alternativa valiosa. Esse tipo de suporte permite que o idoso permaneça em sua própria casa, proporcionando um ambiente familiar e confortante, enquanto recebe a ajuda necessária.
Comprometimento da capacidade cognitiva
O declínio cognitivo causado pelo envelhecimento e algumas doenças relacionadas representam desafios significativos para a saúde mental dos idosos.
Essas condições aumentam o risco de transtornos como depressão e ansiedade.
A frustração decorrente da perda de capacidades cognitivas também pode levar à agitação e ao estresse, impactando ainda mais o bem-estar emocional.
Isolamento social
Essa é outra preocupação comum relacionada aos idosos que também pode levar à depressão.
Diversas circunstâncias contribuem para o isolamento, como a saída dos filhos de casa, a perda de mobilidade, o falecimento do cônjuge, amigos ou familiares que se mudam, entre outras.
Para mitigar esses efeitos, é importante incentivar a interação social, levando o idoso para fora de casa, seja para fazer compras, passear, visitar amigos ou participar de eventos sociais.
Quanto mais integrada socialmente a pessoa se sentir, melhor será sua saúde mental e menor será a sensação de solidão.
Medo do desconhecido
É natural para todos nós temer o desconhecido em algum momento da vida, e isso é especialmente verdadeiro para os idosos que enfrentam mudanças significativas em suas rotinas à medida que envelhecem.
Quando o idoso tem condições de saúde crônicas ou graves, está particularmente em risco de desenvolver ansiedade e medo do futuro.
Para aliviar esses medos, é essencial envolvê-lo no processo de tomada de decisão sobre os cuidados que serão oferecidos.
Disponibilize tempo para responder às suas perguntas e discutir detalhes, liste suas necessidades e preferências, ofereça apoio constante e incentive-o a fazer novas amizades.
Abordar os medos com uma atitude otimista e destacar os benefícios dos cuidados para idosos é crucial. O apoio médico profissional também pode ser de grande valia.